terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Serviço de escrita / redacção

 

Se pretende conhecer os meus serviços enquanto redactora / escritora, convido-o a visitar o meu nosso blog Escritamente.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O uso de filmes em formação: sugestão “Manobras na Casa Branca”

 

Actividade

Reflectir criticamente sobre a objectivação jornalística e a isenção nos meios de comunicação, após o conhecimento e análise do Código Deontológico dos Jornalistas.

Guião de Análise do Filme

1. O papel da propaganda.

2. O acesso à informação e a manipulação das notícias.

3. A criação de factos.

Memórias Recentes

 

“Re|Conhecer Leiria”

“Raul de Sousa não tem rodeios e não tem receios. Faz crítica pessoal, até em tom de gozo, faz crítica social, faz crítica política. É irónico, é bem disposto, é caústico, quando quer e em relação a quem quer. Raul de Sousa escreve ao ritmo que as memórias correm e ao leitor permite encontrar exactamente o mesmo ritmo, como se, por momentos, ali estivessemos no Lyceu, no Teatro Dona Maria, nas festas da Senhora da Encarnação. Como se cheirassemos os mesmos odores dos animais, das árvores, das flores, que povoam as suas estórias…Do ponto de vista sociológico, as “Memórias” de Raul de Sousa devem ser objecto de estudo, pela forma como nos permitem caracterizar uma época e uma sociedade (ou sociedades). Espero que muitos trabalhos surjam porque a sociologia histórica tem aqui um caminho por desbravar e encontra, na primeira pessoa, um narrador atento e pormenorizado. O cinema encontra aqui um guião, a história, uma memória colectiva, a ciência política, um pensador. Sem dúvida que a edição de “As Minhas Memórias” trará aos estudiosos um sem fim de ideias, um sem fim de olhares.

Para já e no presente, o prazer da leitura.” In As Minhas Memórias de Raul de Sousa, apresentado dia 08 de Dezembro do MIMO.

Com estas linhas tenho como objectivo despertar a vossa curiosidade para um projecto fantástico chamado “Re|Conhecer Leiria”, que nos introduz a obra escrita de Raul de Sousa com o olhar fotográfico de José Fabião. No MIMO. Tenho também por objectivo agradecer a todos os que tornaram este projecto possível porque será das intervenções mais interessantes que Leiria teve/tem nos últimos tempos. Momentos de história contada no presente! Adoro!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Freela

 

Aprendi uma palavra nova: “freela”.

Freela são todos aqueles que, como eu, trabalham como freelancers.

Tem vantagens e desvantagens.

E há redes de Frellas … e é um novo mundo!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Para formadores: recursos Tom Peters

 

Vale a pena visitar o site, com imensos artigos e até apresentações disponíveis.

Tom Peters!

Má Sorte

 

Má sorte

Todos os dias ouvimos austeridade. Todos os dias ouvimos comentadores iluminados. Todos os dias ouvimos orçamento de estado. Todos os dias ouvimos e ouvimos. Volta e meia, saímos à rua e logo vem alguém alertar para as convulsões sociais. Volta e meia, o povo manifesta-se e a televisão faz directos porque acenderam uma fogueira e lançaram dois petardos, naturalmente, agitadores da extrema (direita ou esquerda).

Agora acabam com o estado social ou ameaçam que acabam. Agora agita-se o pior dos partidos porque as eleições autárquicas se aproximam e nós, por aqui, nem sabemos do nosso presidente de Camara. Querem mudar-se leis porque há presidentes de profissão que o deixam de ser se a lei se mantém. Agora volta-se ao pior da politiquice, de onde nunca se saiu.

Amanhã é a Merkel, depois a Troika, depois o Barroso... Ninguém acredita em ninguém porque todos perderam o crédito. Porque todos aqueles que nos colocaram no sitio em que estamos, não têm vergonha e sabem que nunca serão responsabilizados.

Eu pouco sei de política externa, de economia internacional, de diplomacia. Eu pouco sei de quase tudo. Mas eu sei que todos os dias fecham lojas, restaurantes, fábricas. Sei que todos os dias mais umas famílias entram na espiral do desemprego/desagregação. Eu sei que vivo hoje pior do que há 10 anos atrás. Eu sei que trabalho tanto ou mais do que fazia nessa altura. Eu sei que pago mais impostos, mais segurança social, mais saúde, mais justiça. Eu sei que hoje mais uns quantos de nós emigraram. Eu sei que só tenho 1 filho e que 1 filho não reproduz gerações. Eu sei que temos a pirâmide demográfica cada vez mais invertida. Eu sei que as crianças de hoje não chegam para pagar a saúde dos velhos de amanhã. Eu sei e todos sabemos: todos os que vivem no mundo das pessoas reais. E no mundo das pessoas reais nós já não sabemos porquê é que ninguém faz nada. Porque todos comentam e ninguém age. Porque todos “falam e não dizem nada”.

Eu sei e todos nós sabemos que Portugal é corrupto. Eu sei. Eu já fui vitima de corrupção, de compadrio, de jogos de interesses. Eu sei e todos nós sabemos e já todos fomos. E ninguém concorre a um concurso público porque sabe que não vale a pena. Sabemos tudo isto e aceitamos passivamente. Portugal perdeu a vergonha e quando um país perde a vergonha, perde a moralidade.

Nós temos um desgoverno, temos um presidente autista, temos um parlamento que não nos representa em nada. Nós temos um parlamento composto por carreiristas que se estão nas tintas para nós. E nós não fazemos nada mas sabemos tudo.

Sim, temos sempre connosco a culpa que tem quem se cala, quem se acomoda, quem aceita. Temos a culpa da passividade e da “serenidade”. E lá continuamos a aceitar que o povo é sereno. Mesmo quando o povo já não aguenta mais nada, mesmo quando aqueles que garantem a nossa segurança também já não suportam as condições em que trabalham, mesmo quando os professores dos nossos filhos são humilhados por “não políticas”, mesmo quando a “má sorte” nos entra pela casa dentro. Até quando esta serenidade do povo? Até quando o silêncio? Até quando a inércia?

Eu não percebo nada disso mas se estamos como dizem que estamos porque não um governo de “emergência nacional”? Porque não um presidente que reuna um grupo de gente decente e forme um governo a sério? Porque não? Não é o PS, não é o PSD, não é partido nenhum que nos tira desta miséria. O que nós precisamos é de pessoas íntegras, inteligentes e sem interesses particulares sobrepostos aos interesses nacionais. Ah, pois é! Isso não interessa nada! Altos valores se levantam e os “lobbies” jamais permitirão que saiamos daqui. Isto digo eu “com os nervos” porque estou tão farta de tudo isto que cheguei ao meu limite. Agora sim, coloco todos no mesmo saco: políticos e comentadores. Obviamente, no saco do lixo orgânico para que não possam nunca ser reciclados! “Morra Dantas morra. Pim.”

 

Publicado no Jornal de Leiria